MP/BA quer que empresas paguem R$ 2 mil por captar água ilegalmente em Praia do Forte
O Ministério Público da Bahia (MP-BA) ingressou com ação
civil pública contra o município de Mata de São João, o Instituto do
Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema), as empresas Santa Clara
Empreendimentos e Turismo, Atual Participações, Hotel Tívoli, Enseada do
Castelo Branco Empreendimentos, Hotel Iberostar, a Embasa e o cidadão
Hernani Silveira Castro por captação irregular de águas do Rio Açu.
No processo, o promotor de Justiça Oto Almeida Oliveira
Júnior pediu que as acionadas sejam condenadas a pagar indenização não
inferior a R$ 2 milhões por causa dos “danos praticados contra o bem
coletivo e pela dor e o desgosto experimentado por todos os cidadãos,
que vivenciam a escassez de recurso hídrico na Bacia do Rio Açu”, em
razão da retirada da água do rio.
De acordo com os elementos da ação, relatórios de
fiscalização elaborados pelo Inema identificaram que a Santa Clara, a
Atual Participações, o Município e Hernani captam o recurso hídrico sem
permissão estadual e ainda possuem barramentos do rio sem licença
ambiental, desrespeitando a lei.
Ainda de acordo com o promotor, em Praia do Forte, foi
identificada outra barragem, que resultou na formação da Lagoa
Timeantube. Atualmente, a operação desta barragem é feita pelo Município
de Mata de São João, que realiza também captação de água do local.
Da lagoa, também retiram água o complexo de condomínios Pedra
do Castelo, o resort Tívoli e o hotel Iberostar, como já denunciado em
março do ano passado pelo Bahia Notícias (leia aqui). Na ação, o MP-BA pediu que sejam cassadas as outorgas dadas para exploração na região da Bacia do Rio Açu.
Conforme o órgão ministerial, apesar de ter apontado a
existência de barramentos e captação sem água sem outorga, o Inema,
enquanto órgão de fiscalização ambiental, não adotou providências
efetivas para solucionar as irregularidades. O MP-BA aponta no processo
que as barragens ainda permanecem, além da continuidade também das
captações irregulares, o que causa “graves prejuízos à comunidade”, por
causa da falta do recurso hídrico.
Além de pedir o pagamento da indenização, o órgão solicitou
ainda que as rés retirem todos os equipamentos para retirada da água do
rio, como também da Lagoa Timeantube, além da retirada das barragens
irregulares identificadas. O MP-BA também requereu que o Inema se
abstenha de dar novas outorgas para captação de água até que seja
concluído o Plano de Bacia Hidrográfica do Rio Açu.
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